Confira a entrevista com André Matos! por Lu Garcia

IESB: Fale um pouco sobre sua trajetória.
ALEXANDRE: A minha história começou, não por acaso, porque eu sempre trabalhei com moda, antes com produção de moda, depois como modelo, recebi um convite de uma agência para trabalhar em Milão, me apaixonei por pela cidade e acabei ficando por lá, trabalhando. Tive a oportunidade de cursar moda no Instituto Marangoni, mas no decorrer do curso me debandei mais para o lado artístico, mais tarde participei de uma seleção e fui escolhido para trabalhar com Gianfranco Ferré, quando voltei para o Brasil fui convidado para trabalhar como diretor de estilo da Patachou, onde estou trabalhando há três anos.
IESB: Qual o tema desta coleção?
ALEXANDRE: Duas palavras que definem esta coleção são “compossible”, o composto entre a pessoa e a roupa e contraponto, contraponto entre matérias-primas, o moderno e o primitivo, como a utilização de te
cidos tecnológicos e rústicos como o linho. Esta coleção é completamente despretensiosa, e ao mesmo tempo sofisticada e elegante. Para mim a palavra-chave de hoje não é nem o “minimal’, mas uma sofisticação natural, “clean”, uma coisa boa de se ver e gostosa de usar.IESB: As pessoas cada vez mais primam pelo conforto, já que na maioria das vezes elas saem de manhã e voltam somente à noite e precisam estar sempre bem vestidas. O que você tem a dizer sobre isso?
ALEXANDRE: O conforto de uma roupa está num bom acabamento, numa boa matéria-prima, num belo corte. Você não precisa criar monumentos para criar uma belíssima roupa ou se destacar dentro do mercado.
IESB: Como você definiria o público-alvo da Patachou?
ALEXANDRE: Na minha concepção eu tenho um ponto avantajado porque eu amo as mulheres, eu gosto das mulheres. A mulher Patachou é feminina, elegante, sem deixar de ser sexy. A mulher, quanto mais independente, mais feminina ela fica e a Patachou contribui para isso.
IESB: Que dica você daria aos estudantes de moda que pretendem seguir uma carreira como a sua?
ALEXANDRE: Muita persistência e paciência. Não se desiludir com certos aspectos e procurar passar por diversas áreas dentro da moda até descobrir o que mais gosta. A indústria da moda é muito vasta, e quando alguém faz uma escola de moda pensando na glória de ser estilista, eu não sei mas... eu não sou nada sem minha modelista, sem meu assistente, eu trabalho com minha equipe.